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Quem decide o quê

2 min de leitura

A empresa decide quase tudo. A lista do que fica para ti é curta, fechada, e não cresce sozinha.

A pergunta que interessa numa empresa autónoma não é «o que é que ela pode fazer», é «o que é que ela não pode fazer sem mim». A segunda é uma lista curta e tem de se manter curta — cada item que lhe acrescentas é um sítio onde o trabalho vai parar à tua espera.

O que é sempre teu

  • O que sai para um cliente com o teu nome em cima.
  • O que gasta dinheiro real acima do teto que definiste.
  • O que muda uma regra da casa no sentido de a afrouxar.
  • O que não se consegue repor depois de feito.
A linha vermelha

Não se destrói o que não se consegue repor. Não é uma regra sobre apagar ficheiros: é sobre qualquer ação irreversível, incluindo trancar algo sem ter a chave de volta. Antes de fazer, a pergunta é sempre a mesma — onde está a cópia, e já foi restaurada alguma vez? «Há uma cópia» não chega; uma cópia que nunca foi testada é esperança, não é cópia.

O que nunca é teu

Escolher por onde começar. Isto é o oposto do que a intuição diz, e é a decisão mais importante deste desenho.

Se a empresa te devolver a pergunta «o que queres que faça primeiro?», voltaste a ser o gargalo — e o gargalo era exatamente o que ela existia para tirar do caminho. A prioridade lê-se da fila de trabalho, sozinha, e a fila é determinística: toma-se o primeiro item que não está bloqueado. Sem escolhas, sem interpretação, sem te perguntar.

O mandato

O que te é reservado é exercido por ti, com a tua biometria, num dispositivo que reconheces. Não é uma palavra-passe que se pode copiar nem um botão que outra pessoa pode carregar: é um mandato ligado a ti e aos aparelhos que registaste. Perder o telemóvel não é perder a empresa, mas registar um aparelho novo é um ato teu, com a tua cara ou o teu dedo.

Toda a gente é alguém

Cada pessoa e cada agente têm um papel, e o papel diz o que podem ver e fazer. Um agente não tem mais poder do que a pessoa que o pôs a trabalhar, e nenhum papel se atribui a si próprio. Se uma ação for negada, a página diz qual a permissão que faltava — nunca falha em silêncio, que é a forma mais rápida de alguém contornar uma proteção sem saber que a contornou.

Ver quem tem acesso a quê

Onde isto é mesmo aplicado

  • O mandato do dono e os dispositivos que o exercem
    src/lib/agentic-company/auth/warrant.server.ts
  • As permissões por papel
    src/lib/agentic-company/access/

Este texto explica; aqueles ficheiros decidem. Se discordarem, é este texto que está errado.